Núcleo de Teatro Terra Forte

Bia Borin e Marco Aurélio Campos em “A Bicicleta do Condenado”, dir. Frederico Foroni

Curso de Teatro com Montagem Cênica – Núcleo de Teatro Terra Forte

(Módulo I : 3 meses – 8 horas semanais –  e

Módulo II: 5 meses  – 8 horas semanais + Montagem e Temporada de finalização de curso )

Com a criação do Núcleo de Teatro Terra Forte, o CURSO DE TEATRO DO TERRA FORTE quer estimular a pesquisa e o aprendizado teatral na produção de exercícios cênicos no primeiro semestre e uma montagem teatral contemporânea e temporada concluindo o ano.

O Módulo I prevê o estudo prático e teórico, INICIANTE E MÉDIO, das disciplinas apresentadas, com exercícios práticos de apresentação dentro da escola.

O Módulo II prevé o estudo AVANÇADO, das disciplinas apresentadas e a montagem de um trabalho cênico final, a ser apresentado em Teatro profissional na cidade de São Paulo. Os alunos, ao final do Módulo I, poderão escolher entre fazer um Processo Colaborativo na criação de uma peça ou escolher um Texto do repertório apresentado pelos professores.

Importante: o aluno que fizer o Módulo I não tem a obrigação de fazer o Módulo II

Disciplinas:

1 – Teatro Pós-Dramático e a Sensação no Trabalho do Ator : prof. Felipe de Souza

2 – Naturalismo no Teatro e Cinema e a Emoção no Trabalho do Ator – prof. Frederico Foroni

3 – Processo Colaborativo e a Memória no Trabalho do Ator: prof.a Fafá Rennó

4 – Dramaturgização: prof. Thiago Fernandes

5 – Voz no Corpo do Ator: prof.a Súlivan Sena

 

Datas:

Módulo I: 15 de abril a 10 de julho

Horários: Segundas e Quartas, das 19h às 23h

Módulo II: 05 de agosto a 11 de dezembro

Horários: Segundas e Quartas, das 19h às 23h (de 02 a 11 de novembro, ensaios de segunda a quinta)

Temporada: 12 a 15 de dezembro
(disponibilidade a tarde e a noite)

 

Investimento:

Módulo I: R$100,00 de matrícula + R$350,00 x 3 parcelas

Módulo II: R$100 de matrícula + R$350,00 x 5 parcelas + 1 parcela de R$620,00 (para produção da peça)

obs.: caso o aluno opte em se matricular nos dois módulos, deixa de pagar a taxa de matrícula para o segundo módulo.

DESCONTO DE 5% PARA EX-ALUNOS.

 

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Sobre as disciplinas:

1 – Teatro Pós-Dramático e a Sensação no Trabalho do Ator:

A partir de um primeiro estudo teórico (ver abaixo), os alunos serão incentivados a vivenciarem, em sala de aula, experiências cênicas voltadas ao estudo e exploração de possibilidades pós-dramáticas, através da criação, elaboração, e apresentação de exercícios cênicos ao longo das aulas do curso durante o primeiro semestre de 2013. Os alunos atuarão como atores criadores de seus exercícios, orientados pelo professor, que proporá investigações acerca de possibilidades cênicas fora do contexto da fábula, alicerce central do Teatro Dramático. Dessa forma, perceberão que nem sempre a dramaturgia tradicional (dramática) é o alicerce de uma encenação, e como, de modo geral, cada vez mais formas não dramáticas de encenação estão se propagando pelos maiores centros de estudo, pesquisa e experimentação teatral ao redor do mundo.

Conteúdo Teórico

Teatro Pós-Dramático: O curso abordará, através da interface teórico-prática, a vertente contemporânea intitulada Teatro Pós-Dramático. Para tanto, o aluno acompanhará um panorama introdutório histórico-crítico acerca do surgimento , no século XX, de formas estéticas e dramatúrgicas que não se enquadrem dentro do chamado Teatro Dramático, tendência predominante desde o século áureo da Tragédia Grega até os dias atuais. Serão estudadas as primeiras manifestações fora do gênero Dramático no teatro moderno, tais como o Teatro Político de E. Piscator, o Teatro Épico de Bertolt Brecht, as manifestações denominadas por Hans-Thies Lehmann de Drama Pós-Dramático, como as obras de Samuel Beckett e Tadeusz Kantor, e finalmente as particularidades do teatro de Robert Wilson, tido como um dos maiores encenadores contemporâneos a realizarem montagens características do gênero Pós-Dramático.

2 – Naturalismo no Teatro e Cinema e a Emoção no Trabalho do Ator:

Aprimoramento do estado cênico de consciência expandida, psíquica e corporal, para a flexibilização e ampliação do repertório sensorial, emocional e da capacidade de ser livre em cena, buscando a atuação NATURALISMA. Desenvolvimento do potencial do ator e criação de cenas a partir de laboratórios de Improvisação e Interpretação, visando o desenvolvimento da criatividade e da autonomia do ator na contemporaneidade (Ator Criador). Serão exploradas a relação espacial, interna e externa, do ator a partir do corpo, a Improvisação Livre, Improvisação Temática, Improvisação Estruturada e a Improvisação Dirigida, na linguagem teatral e na linguagem cinematográfica, fazendo para isso exercícios filmados em sala de aula.

 

3 – Processo Colaborativo e a Memória no Trabalho do Ator:

Segurirá os caminhos e princípios dos processos colaborativos que buscam a horizontalidade nas relações criativas, prescindindo de qualquer hierarquia. Todos os criadores colocam experiências, memórias e conhecimento a serviço da construção e pesquisa de cenas, estando a relação criativa baseada em múltiplas interferências. Aqui o texto dramático não existe a priori, ele vai sendo construído juntamente com a cena.

O objetivo é trabalhar em prol do desenvolvimento e exercício do conceito de ator/dramaturgo, ou seja, um ator que domina as etapas de seu processo criativo em diferentes instâncias, sendo sempre um sujeito ativo e proponente. A partir de exercícios cênicos e de interpretação buscaremos considerar o autoral de cada um, ou seja, o ator faz uso de suas experiências pessoais e referências de formação cultural (autores, filmes, músicas, obras de arte), investigando sobre como tornar esse material possível de ser encenado. Assim, ele revive, ele revê, ele se insere, ele se inscreve, ele constrói o caminho pelo qual deseja passar. O ator criador que aprende a se colocar em cena, a favor da cena, pensando a cena.

 

4 – Dramaturgização:

Tem como foco os processos contemporâneos de construção dramatúrgica que se relacionam diretamente com a prática cênica e, mais precisamente, com a prática de trabalho do ator. Assim, pretende instrumentalizar este último no desenvolvimento de sua dramaturgia, cênica e escrita, ampliando a perspectiva de sua atuação e de sua consciência crítica e reflexiva sobre a mesma. Isto se dará através de diferentes conceitos e/ou abordagens que necessariamente levam em conta o sujeito criador, a saber: referências culturais e sociais; o lugar de origem e de enunciação; a escrita como vestígio de identidade, posicionamento crítico e elaboração da memória; o depoimento como nível de narratividade possível; a adesão à metalinguagem; o híbrido entre ficção e realidade; o diálogo dos gêneros e suportes textuais, dentre outros. O aparato teórico, tal qual leituras orientadas surgirão na medida em que forem essenciais à elucidação de tais conceitos e maior apropriação dos mesmos.

 

5 – Voz no Corpo do Ator:

Propor ao ator uma total e completa sintonia com o texto (seus silêncios, suas pausas, seus movimentos internos). Investigar a utilização da respiração com o intuito de imprimir sentimentos/sensações, ou seja, o uso da VOZ como instrumento propulsor de emoções e elemento catalizador do imaginário do público. A partir de diversos exercícios serão explorados modos não usuais na fala cotidiana, que deverão ser utilizados pelo ator em conjunto com o gestual em busca de uma sintonia entre voz e corpo – elementos imprescindíveis na condução/narração da escritura dramatúrgica. Para isso será utilizada a idéia de “centro” desenvolvida pelo diretor francês Claude Regy, uma das referências fundamentais de nossa busca por uma nova técnica, cujo foco principal é a descoberta de novas possibilidades vocais e corporais para o ator.”

 

Sobre Felipe de Souza:

Ator, diretor, pesquisador e professor de teatro formado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Professor há mais de 10 anos em Escolas de Formação de Atores e Ensino Fundamental. Dirigiu mais de 23 peças de teatro em São Paulo e é diretor artístico do Teatro Intenso. Como ator participou do grupo Vento Forte. Desenvolveu extensa pesquisa teórico-prática acerca dos principais autores do Teatro do Absurdo, sobretudo Samuel Beckett e Fernando Arrabal. Participou de diversos cursos de especialização e workshops nacionais e internacionais, por exemplo com Jerzy Grotowski e Thomas Richards (1996); Kazuo Ohno e Yoshito Ohno (1997) e Jean Pierre Ryngaert (2000).

 

Sobre Frederico Foroni:

Diretor formado pela USP, atua como diretor de teatro, cinema, preparador de elenco e ator. Fundou o Estúdio Terra Forte há 4 anos, onde ministra aulas de atuação e produz filmes e peças. Dirigiu 11 filmes, entre curtas e médias metragens, 1 longa-metragem e 10 peças teatrais em São Paulo. É professor de interpretação há 14 anos, foi preparador de elenco de 2 longas metragens, entre eles “Nome Próprio” de Murilo Salles, e também é Terapeuta Corporal (DEP). Já trabalhou com Antônio Januzelli, Fátima Toledo, William Pereira e Mônica Montenegro, entre outros.Participou de diversos cursos de especialização e workshops nacionais e internacionais, por exemplo com Jerzy Grotowski (1996), Eliana Caffé (2003), Danis Tanovic (2005), Di Moretti (2009) e Eugênio Barba (2010). Atualmente desenvolve a abordagem O SER EM CENA para seu projeto de mestrado e é diretor do Grupo Chão de Teatro.

 

Sobre Fafá Rennó

Atriz, diretora e arte-educadora, Fafá Rennó é co-fundadora e ex-integrante da Cia de Teatro Luna Lunera de Belo Horizonte (MG), onde desenvolveu de modo autoral e colaborativo os espetáculos NESTA DATA QUERIDA (2003) e NÃO DESPERDICE SUA ÚNICA VIDA (2005) dentre outros trabalhos em teatro, TV, rádio e cinema. Professora desde 2003, integra o grupo de estudos permanentes sobre o Palhaço coordenado pela diretora Cristiane Paoli Quito e trabalha em parceria com alguns grupos tais como: Cia. Luna Lunera, Grupo Armatrux e Primeira Campainha.

 

 Sobre Thiago Fernandes

Ator, professor e pesquisador, é mestrando em Literatura brasileira pela Universidade de São Paulo – USP, atuando na linha de pesquisa em dramaturgia brasileira contemporânea. Graduado em Letras pelo Centro Universitário de Belo Horizonte, cidade na qual trabalhou com a docência de língua, literatura e práticas de escrita como no projeto Língua afiada (2009/10). Possui ampla formação artística entre cursos e oficinas com ênfase prática e teórica, além de ter atuado em processos de pesquisa e aperfeiçoamento artístico como ator/criador nos projetos: Novas Ilhas (2007), Cx. Clara de Teatro (BH), resultando no espetáculo Eu apenas queria que você soubesse; Oficinão, Galpão Cine Horto (2011), com direção de Amaury Borges, resultando no espetáculo Zucco? Documenta. Rastros do sujeito em condição de objeto, no qual também fez parte do núcleo de dramaturgia. Atuou ainda no espetáculo Vilarejo do peixe vermelho, Cia Clara de teatro (BH), direção de Anderson Aníbal; Do manual à instrução, cena curta dentro do Festival Cena espetáculo (BH), também como dramaturgo.

 

Sobre Súlivam Sena:

Atriz e cantora, inicia sua formação em cursos e oficinas e atua desde os 14 anos profissionalmente, participando do “Centro de Pesquisa Teatral – CPT” com o diretor Antunes Filho, “Teatro Oficina” com o diretor Zé Celso, “Canto Lírico, Canto Coral e Canto Popular” na ULM (Universidade Livre de Música), entre outros. Atuou em mais de doze peças teatrais, trabalhando com os diretores Cesar Maier, Vladimir Capella, Gil de Oliveira, Walter Portella e Jair Assumpção. Ex- integrante do Coletivo Cinefusão, também coproduz e atua em curtas.

 

Para maiores informações, entre em contato conosco através do Celular/Whatsapp: 11 – 9-8383-9077, ou envie um e-mail com sua dúvidas para comunicacao@estudioterraforte.com.br

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